Direito à verdade e à liberdade

Toda pessoa humana tem os mesmos direitos à verdade e à liberdade; mas não são objetos de liberdade e nem de direito o erro, o mal, a desordem e nem a anarquia.

Consequentemente a pessoa humana poderá fazer uso de sua liberdade para o seu próprio bem; mas nunca, e sob qualquer hipótese, para prejudicar o seu próximo ou acarretar-lhe algum mal.

Nós não devemos pensar que a nossa liberdade estará limitada quando alguma coisa nos for imposta, seja na ordem intelectual ou da vontade, dos costumes ou da vida, da crença ou do afeto.

Muito pelo contrário, nos submetendo a alguma imposição, voluntária e conscientemente, nossa vontade e personalidade se aperfeiçoarão, amadurecendo nossa conduta e consolidando a possibilidade de alcance dos nossos objetivos. É a experiência a nosso serviço.

A liberdade do intelecto consiste em ser escravo da verdade, e a liberdade da vontade consiste em ser escravo da virtude. E o ato de liberdade mais sublime é conseguir a perfeita sincronia entre a nossa liberdade de escolhas dos interesses pessoais com a vontade e os desígnios do nosso Criador.

Meditemos um pouquinho, neste dia, sobre como vemos e estamos usando a nossa liberdade e, se ela está sendo utilizada visando somente o nosso bem, ou também o bem de todos que conosco convivem.

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Ninguém vive sozinho

Já reparamos nas árvores que margeiam os caminhos? Nos dias quentes do verão, quando o sol aperta fortemente, todos procuram a sombra protetora das árvores e sob elas se protegem do calor. Elas se expõem aos ventos, às chuvas, ao sol; em contrapartida, proporcionam sombra, frescor e proteção.

Nossa vida precisa ser como as árvores: nela deve ter direito de abrigar-se quantos que, de uma forma ou de outra, necessitem de nós, de nossa compreensão, de nossa companhia, do nosso alívio e de nossa ajuda.

Se necessário, devemos nos expor ao sofrimento, para que os demais não sofram; abraçarmos com entusiasmo o trabalho, para que os demais descansem; suarmos com nosso esforço para que o nosso próximo esteja ao amparo da nossa oferta de proteção caridosa.

Numa só frase: sofreremos nós, para que os outros não sofram. E esta será a maior alegria que experimentaremos e o nosso maior e melhor motivo de justo orgulho: sermos úteis aos companheiros de jornada, nos ofertando por eles tão vivamente, a ponto de quase morrermos para nós mesmos.

Neste dia, nos lembremos de que ninguém vive sozinho. A parceria terrena é condição de vida. E é mão dupla: só recebe quem dá, e sem expectativa de recompensa!

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Respeitemos as necessidades e provações

Quando encontramos com parentes e amigos, às vezes, fazemos perguntas necessárias e outras vezes as fazemos por mera curiosidade e até cometendo indelicadezas e indiscrições. Por isso, antes de formularmos nossas perguntas, adotemos o silêncio sempre que elas não tiverem justas finalidades.

É uma valiosa demonstração de carinho e afeto, visitar nossos amigos ou recebê-los sem maiores questionamentos. E assim deve ser, para compartilharmos a vida, sem remexer-lhes o coração com interrogatórios desnecessários.

Tiremos da nossa boca qualquer palavra sem proveito, sobre os problemas particulares ou familiares do nosso próximo, muito menos da sua vida íntima.

Fazer comentários desagradáveis sobre alguém, não é apenas falta de gentileza, mas também de educação e de caráter. E se nutrimos mesmo grande amizade por uma pessoa, sem qualquer expectativa de buscar nela uma convivência mais íntima, a aceitemos assim como é, sem pedir-lhe certidão de qualquer natureza.

Tenhamos por certo que, a indiscrição, a leviandade, a curiosidade vazia ou a malícia, afastam de quem as cultiva as melhores oportunidades de elevação espiritual e progresso material. E, claro está, que o amor verdadeiro auxilia o próximo sem qualquer cobrança.

Portanto, respeitemos as necessidades e provações daqueles com quem convivemos, para que eles, igualmente, respeitem as nossas.

Feliz dia para todos nós, e que ao final do dia tenhamos um merecido descanso.

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Dificuldades nada são quando sabemos o poder que temos

Por maiores que sejam as dificuldades que tivermos que enfrentar, não nos entreguemos. Às vezes, essas dificuldades tomam proporções gigantescas, dando-nos a impressão de que não adianta lutar.

A nossa primeira reação deve ser: tirar o pensamento negativo da nossa mente. Em seguida arregaçar as mangas, juntar nossas forças e com otimismo redobrado, partir para a luta, na certeza de que as soluções estão ao nosso alcance.

Creiamos com toda fé no nosso poder interior. Utilizando-o com toda a nossa autoconfiança, constataremos o quanto somos capazes e, com certeza, muito mais do que imaginávamos ser.

Portanto, não temamos os obstáculos. Eles existem para serem vencidos. Ainda que os problemas venham ampliados, multiplicados e concentrados, acreditemos que nada são, pois, nós estamos com Deus e Ele conosco.

Abasteçamos o nosso coração com esperança e fé na nossa luta, nos lembrando que, as dificuldades nada são quando sabemos o poder que temos.

Que a “pedida” para este dia seja muita autoconfiança, e tudo dará certo!

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Nas ações espelhamos nas coisas e pessoas que amamos

Em matéria de felicidade, convém não nos esquecermos de que, nas nossas ações nos espelhamos nas coisas e pessoas que amamos. Mas, se nos aceitarmos como somos, doando de nós o melhor que temos à vida, caminharemos mais facilmente rumo à felicidade que esperamos.

Contudo, a nossa felicidade será sempre na medida daquela que pudermos proporcionar ao nosso próximo, qualquer que seja ele, e que pode ter o seu início num simples sorriso que nos dispusermos a dar.

A felicidade pode e deve ser demonstrada, até porque ela fala por si mesma, e estará estampada no nosso rosto, pois, a genuína felicidade tem endereço certo e residência fixa: a tranquilidade da nossa consciência.

Sejamos felizes começando por eliminar os complexos de culpa que muitas vezes carregamos sem necessidade, e deles nos libertemos. Porém, com humildade, abracemos através do trabalho em favor dos nossos semelhantes, a reparação desse ou daquele dano que, involuntariamente, tenhamos causado a alguém.

Estudemos a nós mesmos, observando que o autoconhecimento nos traz humildade e, sem humildade é impossível sermos felizes, pois, o amor é a força da vida, e o trabalho vinculado ao amor é fonte geradora de felicidade.

Se não dermos lugar às queixas e lamentações, notaremos que a felicidade estará sempre nos chamando para uma vida nova a cada dia, e ela nasce para nosso proveito e para todos que conosco convivem.

Assim, quando o céu de nossa vida estiver cinza, a derramar abundante chuva, nos lembremos da colheita farta que que inundará o nosso campo espiritual, e da beleza das flores que embelezarão a nossa jornada terrena.

Hoje, reafirmemos para nós mesmos pensamentos positivos de amor, e ações otimistas de trabalho e de vitórias.

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Nos revestir com o espírito da comunhão fraterna

Em qualquer reunião, social ou familiar, devemos sempre nos revestir com o espírito da comunhão fraterna.

Sempre que o espinho da maledicência tentar se misturar com as flores do entendimento amigo, procuremos isolá-lo no algodão da bondade, sem desrespeitar os ausentes e sem ferir os que falam.

As referências nobres sobre as pessoas, sobre os acontecimentos e circunstâncias em que os fatos se dão, são sempre indícios de lealdade e elegância moral.

Ignoremos, em todas as ocasiões qualquer manifestação de frases depreciativas que nos sejam dirigidas direta ou indiretamente.

Evitemos piadinhas e anedotas que ultrapassem as fronteiras do respeito ao convívio fraterno e cristão. Jamais rir ou fazer rir em reuniões sérias.

Ante as pessoas que estejam discorrendo sobre assuntos edificantes ou de interesse coletivo, não fiquemos cochichando ou bocejando, pois, semelhantes atitudes expressam desinteresse e desrespeito com os temas em foco e, principalmente, com quem está falando.

Nunca saiamos, sem razão, de um recinto no qual esteja acontecendo algum tipo de apresentação, pois, as apresentações de ensinamento, arte ou oratória exigem acatamento e absoluto silêncio.

Assim, devemos aproveitar os eventos sociais, religiosos ou mesmo políticos, para construir e auxiliar, doando aos outros o “melhor de nós”, para que o “melhor dos outros” venha ao nosso encontro.

Que tenhamos um dia com muita saúde e aprimoramento no valor coletivo e na fraternidade que enobrece o nosso espírito.

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Não nos aflijamos por antecipação

Não nos aflijamos por antecipação, porquanto é possível que, de repente, a própria vida nos apresente a solução, sem exagerados esforços de nossa parte. Não nos desesperemos, nos precipitando em atitudes impensadas.

Não é o problema que aniquila as pessoas, e sim o excesso de preocupação com ele. Facilitemos as coisas, nos lembrando de quantas vezes conseguimos nos desvencilhar de situações que julgávamos intransponíveis.

Antes de qualquer empreitada, busquemos o auxílio de Deus e nos dediquemos ao trabalho. Uma pessoa sempre ocupada pelo trabalho e pelo bem servir, nunca disporá de tempo para buscar os infortúnios dos desocupados.

Trabalhemos, antes, durante e depois de qualquer crise e o trabalho garantirá a nossa paz. Se formos gratos ao nosso Criador, numa contagem de bênçãos que nos enriquecem a vida e diante dos males que nos visitam o coração, o saldo será sempre positivo, a nosso favor.

Em qualquer dificuldade ou mesmo fracasso, compreendamos que o resultado do nosso trabalho é sempre um valioso aprendizado a abastecer de novas possibilidades a nossa vida. Tenhamos Deus como parceiro e tudo se ajeitará.

Que o nosso dia seja carregado de muita paz e felicidade.

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Vejamos com os olhos do amor e da caridade

Não temos dúvidas do quanto é importante ouvir e falar. Por isso mesmo, devemos utilizar estes sentidos de forma educada e discreta, tanto quanto as nossas palavras e maneiras de agir.

Em visita à casa de alguém, por mais simples e amiga que seja, reforcemos o nosso agradecimento pela acolhida e pelo carinho, sem nos determos em possíveis desarranjos ou simplicidade do ambiente.

Se ouvirmos alguma palavra ou frase incorreta na nossa conversa com a pessoa amiga, apreciemos a atenção e o sentimento que nos são dedicados, sem considerarmos o desalinho gramatical. Vejamos e ouçamos com calma e compreensão.

Saibamos sentir as situações que nos cercam, sejam elas quais forem, sem a sombra da malícia a povoar o nosso pensamento e nem façamos anedotas inconvenientes em torno de pessoas e acontecimentos. Os comentários desairosos que quisermos fazer, os acomodemos no arquivo do silêncio.

Não nos esqueçamos de que, toda impressão negativa ou maldosa que transmitirmos aos amigos, mesmo em confidência, é o mesmo que injetar-lhes veneno através dos ouvidos.

Neste dia, atentemos para que, em qualquer circunstância é preciso que vejamos e ouçamos com os olhos do amor e da caridade, para melhor compreender e auxiliar o nosso próximo.

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Precioso é o valor do tempo

Se nós já sabemos quão precioso é o valor do tempo, respeitemos o tempo dos outros para que as nossas horas também sejam respeitadas. Recordemos que, se temos compromissos e obrigações com base no tempo, com os outros acontece o mesmo.

Ninguém evolui, prospera, nem melhora e, muito menos se educa enquanto não aprende a empregar o tempo com sabedoria e proveito.

Quem dispõe de tempo para conversar sem necessidade, acaba por prejudicar a si mesmo sem perceber, pois, é nosso dever prestar conta ao Criador da missão terrena que nos foi confiada. E o tempo é patrimônio que nos é dado em comodato.

A melhor forma de aplicação do tempo é o trabalho. Ele dissolve com facilidade o peso de quaisquer preocupações, ao contrário da ociosidade que cria pesados fardos de tédio e desânimo, sempre difíceis de carregar.

Se aproveitarmos o tempo para nos melhorar, com certeza ele realizará maravilhas em nossas vidas. Portanto, não percamos tempo, com pensamentos e atitudes negativas. A vida está aí para ser vivida em sua plenitude de abundância e oportunidades.

Neste dia, iniciemos bem a semana nos lembrando de que, desilusão é perda de tempo, é coisa de quem não valoriza o dom da vida e nem acredita no infinito poder de Deus.

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Nunca nos envergonhemos de trabalhar e de servir

Nunca nos envergonhemos de trabalhar e de servir. Enriquecer o nosso trabalho profissional, adquirindo novos conhecimentos é um simples dever de ofício.

Colaboremos com as nossas chefias através da nossa obrigação retamente cumprida, sem fazermos uso de expedientes de adulação e de falsos elogios. E em hipótese alguma diminuamos ou desvalorizemos o esforço dos nossos colegas.

Jamais finjamos enfermidades ou acidentes com o intuito de nos beneficiarmos das leis de proteção ou do amparo das instituições securitárias, porque a vida costuma cobrar caro semelhantes mentiras.

Nunca atribuamos unicamente a nós o sucesso dessa ou daquela tarefa, compreendendo que em todo trabalho há que se considerar o espírito de equipe.

Sabotar o trabalho será sempre deteriorar o nosso próprio interesse. Aceitar a desordem ou estimulá-la, é patrocinar o próprio desequilíbrio.

Ora, nós possuímos inúmeros recursos para nos promover ou nos melhorar, sem recorrer ao desrespeito, à perturbação, ao azedume ou à rebeldia. E em matéria de remuneração nos recordemos que, quem trabalha deve receber, mas igualmente quem recebe deve trabalhar, e bem.

Aproveitemos este dia para iniciarmos a semana avaliando como estamos desenvolvendo as nossas tarefas diárias, e nos corrijamos, sempre que necessário.

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