Em vista a eternidade

Não nos deixemos abater ante a depreciação da nossa estrutura física. Busquemos e tenhamos sempre em vista a eternidade.

Moléstias não atingem a alma quando não estão ligadas aos remorsos da consciência, e a velhice não alcança o espírito quando procuramos viver segundo a luz da imortalidade.

Juventude não é um estado da carne. Há moços que transitam no mundo, trazendo o coração repleto de pavorosas ruínas. Lembremo-nos de que o homem interior se renova sempre. A luta o enriquece de experiência, a dor lhe aprimora as emoções e o sacrifício tempera-lhe o caráter.

O nosso espírito sofre constantes transformações por fora, a fim de purificar-se e engrandecer-se por dentro. Recordemos que o estágio na terra é simples jornada espiritual. A nossa alma apropria-se das formas, utilizando-as na marcha de ascensão para a Grande Luz.

Descerremos, pois, o receptor do nosso coração à onda sublime dos mais nobres ideais e dos mais belos pensamentos, e aprendamos a viver longe do cupim do desânimo, da inércia e do desencanto pela vida.

Saibamos que o nosso espírito ainda mesmo nas maiores enfermidades ou na velhice, será como sol radiante, a exteriorizar-se em cânticos de trabalho e alegria, expulsando a sombra e a amargura, onde quer que estejamos.

Um feliz dia para todos nós.

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Um dia de vida e de oportunidades

Amanhecemos para mais um dia de vida e de oportunidades, pelo que devemos ser agradecidos ao nosso Pai e Criador, e como parte dessa gratidão pela vida, tomemos a decisão de determinar a nós mesmos:

“Hoje serei paciente e bem-humorado; ouvirei a todos com bastante atenção; olharei nos olhos de quem me olhar e examinarei bem cada coisa e cada ato meu.

Pensarei antes de falar e fazer qualquer coisa, para não errar, e não vacilarei nos meus projetos de vida. Não retribuirei o mal com o mal e não comprometerei a minha saúde.”

E para conseguir assim fazer, confiante, direi pra mim mesmo: “Não sou fraco ou vacilante, e não tenho problemas sérios na minha vida; estou progredindo e minhas qualidades estão agindo em meu benefício e se expandindo a cada dia.

Tenho muito amor no coração, esbanjo sorriso nos lábios e mãos levantadas aos céus em constante agradecimento ao Todo-Poderoso, que me protege e me mantém ligado no otimismo e na esperança de dias sempre melhores.

Iniciemos o dia carregado de boas intenções e maior disposição para realizá-las. A boa intenção é um sol dentro de nossa alma. Mãos à obra!

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Ninguém vive sozinho

Se alguém nos pede um favor e estamos em condições de atender, não neguemos. Nunca nos esqueçamos de que “ninguém vive sozinho”. Todos nós dependemos uns dos outros e é comum ouvirmos o jargão “uma mão lava a outra”.

Assim, nós também precisamos de ajuda. De alguém que nos indique a direção certa; que nos estenda a mão; que nos diga uma palavra consoladora; que nos ouça atentamente, que atenda até os nossos reclamos e choradeiras, e tantas outras situações.

Se dependemos uns dos outros, e esta é uma grande verdade, façamos tudo o que pudermos em benefício de quem nos solicita apoio. O nosso obséquio, por menor que seja, pode ser só o que faltava a quem nos procura.

Não esperemos que as pessoas se prostrem aos nossos pés ou se humilhem para conseguir a nossa ajuda. Sejamos acessíveis, atenciosos e prestativos. Ajudemos sempre com um sorriso e com muita alegria.

O favor ou ajuda prestada alegremente, recebe de Deus recompensa multiplicada. A Lei do Retorno está sempre em ação, mesmo que não percebamos, além dos créditos espirituais que estaremos acumulando para a obrigatória sequência desta vida terrena.

De forma especial, pensemos nisso neste dia, embora devamos praticar esta intenção todos os dias!

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Resultados do desrespeito às Leis Divinas

Se o homicida conhecesse, de antemão, o tributo de dor que a vida lhe cobrará no reajuste do seu destino, preferiria não ter braços para desferir qualquer golpe.

Se o caluniador pudesse eliminar a sombra que lhe embaça a visão, e observasse o sofrimento que o espera no acerto de contas com a verdade, paralisaria as cordas vocais ou imobilizaria a caneta, a fim de não se confiar na acusação descabida.

Se o desertor da prática do bem, conseguisse enxergar as perigosas ciladas com que as trevas lhe furtarão o prazer de viver, deter-se-ia feliz, sob as algemas santificantes dos mais pesados deveres em favor do próximo.

Se o ingrato percebesse o fel de amargura que lhe invadirá, mais tarde o coração, não cometeria o mal da indiferença; se o egoísta contemplasse a solidão infernal que o aguarda, nunca deixaria de praticar a fraternidade e a cooperação.

Se o glutão enxergasse o mal que está fazendo ao próprio corpo, apressando a marcha para a morte, cultuaria de forma impecável o comedimento à mesa, trabalhando a harmonia física.

Portanto, se estivéssemos cientes do quanto são terríveis os resultados do desrespeito às Leis Divinas, jamais nos afastaríamos do caminho reto. Em verdade, muitos de nós, nos rendemos às sugestões perturbadoras do mal, sem percebermos a gravidade do que preparamos para nós mesmos.

Neste dia, nos avaliemos um pouco e, se for o caso, iniciemos um maior esforço na contenção dos arroubos de desregramentos que viermos a ser tentados a praticar. É ganho certo!

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Aprendamos a viver com todos

Se não soubermos cultivar a verdadeira fraternidade, seremos atacados fatalmente pelo pessimismo, tanto quanto a terra sofre o acúmulo do pó.

Tudo incomoda aqueles que são intransigentes, que fogem às tarefas do amor e se tornam tristes pelo fel da intolerância com que se alimentam; convidados ao esforço coletivo, se ancoram no egoísmo arrogante.

Convidados ao culto da fé, supõem ver maldade e desilusão em toda parte; chamados à caridade, vêem nos Irmãos de sofrimento prováveis inimigos e se afastam; caminham no mundo entre a amargura e a desconfiança.

São eternos reclamantes que não possuem destino certo e se declaram expulsos da sociedade e da família; só enxergam as próprias necessidades, sem qualquer respeito para com as necessidades alheias.

Afirmam ser incompreendidos, porque não desejam compreender e, então, insensíveis ao bem, se fazem representantes do mal.

Estejamos, pois, alertas! Se o pessimismo começa a abeirar-se do nosso espírito, nos recolhamos à oração e peçamos ao Senhor que nos multiplique as forças na resistência ante o assalto das trevas.

Aprendamos a viver com todos, tolerando para sermos tolerados, ajudando para sermos ajudados, e o amor nos fará viver, prestimosos e otimistas, no clima luminoso em que a luta e o trabalho são bênçãos de esperança.

Meditemos um pouquinho sobre estas questões, neste dia. Nos fará bem!

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Cada dia nos oferece uma lição

Cada dia nos oferece uma lição, cada experiência tem o seu valor e cada problema obedece a um determinado objetivo.

Não faltam, no quadro da luta cotidiana, os que fogem dos deveres que lhes cabem, procurando na desistência do bom combate, a paz que não podem encontrar.

Nos lembremos de que as civilizações se sucedem no mundo há milhares de anos, e que os homens, por mais felizes e poderosos que tenham sido, foram tragados pela morte de forma inapelável, para o definitivo acerto de contas morais com a eternidade.

Ainda que a provação nos pareça invencível, ou que a dor se nos afigure insuperável, não nos retiremos da luta em que a Providência Divina nos colocou, e recordemos que amanhã o dia voltará ao nosso campo de trabalho.

Permaneçamos firmes em nosso serviço, nos educando na aceitação da vontade de Deus, pois, a doença e a dor podem ser uma prova transitória e salutar da Justiça Celeste.

As batalhas não vencidas, quando recebidas com fervorosa coragem, são um trabalho de seleção do Divino Mestre em nosso benefício, e a decadência do corpo físico é a fixação da sabedoria para a felicidade eterna.

Portanto, a partir de hoje, sejamos mais otimistas e diligentes no bem, alegres e confiantes, porque, enquanto o corpo físico se corrompe pouco a pouco, a alma imperecível se renova sempre, para a vida imortal. Pensemos nisto!

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Obrigação de Viver e Servir

O monopolizador do trigo não poderá abastecer-se à mesa, senão de algumas fatias de pão para saciar as exigências da sua fome; e o proprietário da fábrica de tecidos não dependerá senão de alguns metros de pano, para a confecção da roupa de uso próprio.

Assim, ninguém deve alimentar-se e vestir-se pelos padrões da gula e da vaidade, mas sim de conformidade com os princípios que regem a vida em suas bases naturais.

Por que esperarmos um banquete para oferecermos algumas migalhas ao próximo que passa faminto? Por que primeiro acumular tesouro para sermos úteis ao necessitado? A caridade não pode depender do que nos sobra, pois, é fonte nascida do coração.

É sempre justo desejar algo mais para nos socorrer e ao nosso próximo nos dias difíceis e inseguros, entretanto, é deplorável a subordinação da prática do bem ao cofre recheado.

Abramos as portas da nossa alma e deixemos que fulgure para todos o nosso sentimento solidário, assim como o sol cujos raios iluminam, alimentam e aquecem a todos indistintamente, ou como a chuva que, derramando-se em gotas, fertiliza o solo e alimenta bilhões de vidas.

Dividamos o pouco que temos com os companheiros de jornada, e a insignificância da boa vontade, amparada pelo amor, se converterá com o tempo em prosperidade comum. Algumas sementes, regadas com carinho, no curso dos anos formam extensa floresta.

Portanto, sempre, com alegria, auxiliemos todos que conosco partilham a marcha, porque segundo o Livro Sagrado, se possuímos a graça de contar com o pão e o agasalho para cada dia, cabe-nos a obrigação de VIVER e SERVIR, em paz e em contentamento.

Um excelente dia para todos nós, na alegria e na paz!

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Deus não quer o nosso sofrimento

Uma das manifestações internas, sabotadoras da nossa felicidade e prosperidade, é a crença de que, para sermos prósperos e felizes, nós precisamos sofrer muito para alcançarmos essas conquistas.

Essa crença se desdobra de várias maneiras. Começa com a ideia de que precisamos trabalhar em demasia, nos esforçando para tirarmos menos tempo para folgas para um sadio lazer. Quantos autônomos ficam anos e anos sem tirar uma folga e quantos empregados vendem suas férias, às vezes, sem necessidades prementes?

A ideia de que precisamos nos sacrificar bastante para um dia podermos nos dar ao “luxo” de relaxar um pouco, não deve ser uma única premissa de vida, pois essa mesma vida exige que, para todo sacrifício possa haver uma sadia compensação, que é a colheita do trabalho aliada ao prazer do seu usufruto na alegria de viver bem com todos que nos cercam, e sem ostentação.

Existe também a crença de que, para sermos pessoas espiritualizadas, nós precisamos fazer tipo um “voto” de pobreza. Tanto a fixação no “luxo” quanto na “pobreza”, por mais inconsistentes que sejam essas crenças, muitas vezes, estão instaladas no nosso inconsciente, fruto até das nossas “religiões”.

Assim presentes, estão atuando a tanto tempo que não conseguimos perceber o quanto elas influenciam nossas escolhas, e como nos mantém viciados no sofrimento do trabalho ou até na pieguice nociva de uma falsa “religiosidade” conduzida por mercadores da fé.

Ora, sabemos que Deus não quer o nosso sofrimento. Quer apenas que usufruamos tudo de bom que a vida nos oferece, de acordo com o que conseguirmos com o suor do nosso rosto, traduzido em abundantes frutos do nosso trabalho, e com sabedoria.

Pensemos nisso, com carinho, neste dia, e procuremos nos fazer felizes para fazermos também felizes os outros. As oportunidades estão ao nosso alcance.

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Acreditemos no poder da nossa mente

Acreditemos no poder da nossa mente, e com muito menos esforço progrediremos em todos os sentidos.

Pensemos positivamente todos os dias, e nos imaginemos felizes e transbordando saúde. Não permitamos que ideias destrutivas, de ódio, de avareza e de orgulho invadam a nossa capacidade mental.

Em pouco tempo colheremos os frutos das mudanças que estabelecermos para a nossa vida, ganharemos mais equilíbrio, e até melhorias materiais também virão.

O pensamento positivo atrai bons fluidos. Creiamos que a nossa mente tem muito valor, e não vacilemos, orientando-a a buscar apenas alegrias.

Ela tende a se acostumar ao uso que dela fizermos. Se a habituarmos às tristezas, será difícil trazer alegrias para o nosso cotidiano. Neste caso, a força da mente será sempre negativa e correremos o risco de nos sentirmos derrotados.

Sejamos sábios, focando nosso pensamento no lado bom da vida, nas alegrias, no otimismo, e na autoconfiança. E quando sobrevier uma força negativa muito forte, pensemos antes de agir. Saibamos que temos o poder de fazer ou não as coisas.

Neste dia, lembremos que a mente é o nosso mais precioso instrumento de evolução, e tê-la alegre e em constante equilíbrio é trabalhar a felicidade a cada dia.

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O cotidiano não é fácil

O cotidiano de cada um de nós, normalmente não é fácil. Há dias em que as coisas caminham bem, mas na maioria das vezes, os dias são mesmo difíceis. Aparecem as complicações, os desentendimentos, e até doenças, e aí vem o desespero…

Para pintar um dia difícil desses, num quadro, nós, com certeza, usaríamos cores cinzentas ou negras, não é verdade? Isso é normal, pois, nem sempre conseguimos nos manter firmes e preparados para os reveses ou imprevistos.

Mas, se estivermos passando por um dia desses, nos detenhamos por alguns momentos e procuremos observar a constante beleza da natureza ao nosso redor.

Notaremos que, apesar do negrume do nosso pensamento, ela permanece inalterável, tranquila e bela. Então, procuremos ouvir o seu “canto”, nos acalmemos e nos alegremos, pois, as dificuldades são passageiras e não devem “embaçar” a nossa vida.

Aprendamos com a natureza, não permitindo que o nosso ânimo e a nossa autoestima sejam prejudicados por situações periféricas perfeitamente superáveis. E saibamos que a cor mais apropriada para pintar o nosso dia é a da confiança em Deus e em nós mesmos. A alegria será mera consequência!

Que possamos colorir melhor a nossa vida neste dia, e que, de hoje em diante, nunca nos falte as tintas da esperança, da coragem, da autoconfiança e, sobretudo, a da inabalável fé na Providência Divina. Façamos, pois, a nossa parte e o “quadro” se transformará!

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